domingo, 23 de junho de 2013

Estilos de Aprendizagem e Tecnologias


Da Teoria à Prática

Dando continuidade ao item abordado anteriormente, e tendo selecionado as redes de aprendizagem e de desenvolvimento profissional como os espaços (virtuais) de trabalho a contemplar de forma a dar a conhecer, numa perspectiva de índole prática, as inúmeras possibilidades “aqui” oferecidas, nomeadamente a nível da diversificação de estratégias de ensino - aprendizagem a implementar, importa justificar a minha escolha.


Consideremos, então, que um dado professor (por exemplo, do ensino presencial) recorre ao uso deste tipo de espaços tendo em vista a criação/ dinamização de projetos colaborativos, envolvendo o contacto com outras escolas/ países, tendo como objetivo primordial proporcionar aos seus alunos, e a si próprio, um contexto de aprendizagem informal, apelativo, que sirva de “complemento” às atividades de índole mais académica usualmente desenvolvidas nas suas aulas, utilizando as TIC como estímulo à descoberta/ à exploração de novas formas de aprendizagem.


Assim, e de acordo com Barros (2010), “(...) a utilização da teoria dos estilos de aprendizagem facilita o entendimento do significado das tecnologias para a educação, considerando que o uso das tecnologias conjugado com os princípios desta teoria proporciona que as interfaces, ferramentas, recursos e aplicações multimédia permitam atender às características e preferências individuais dos utilizadores”. 


Ora, as inúmeras e variadíssimas  ferramentas de trabalho aqui oferecidas,  aproximarão alunos/ professores de um ambiente de aprendizagem mais natural, mais dinâmico, conduzindo-os à maximização das suas competências cognitivas, assim como dos seus diferentes estilos de aprendizagem.




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Estilo Ativo


1. Preferências de Trabalho(s) a Desenvolver: valoriza o contacto com grupos: realização de trabalhos de grupo (ensino presencial/ online); é atraído pelo ambiente online (contacto com grupos online; participação em fóruns de discussão);  valoriza a procura de informação (fontes diversificadas; atração pela interatividade do mundo virtual); gosta de explorar a sua faceta criativa: criação de materiais diversificados (ensino presencial/ online); trabalhos manuais/ acções físicas imediatas; encenações/ representações teatrais;  simulação de situações; drama.

2. Sugestão de Atividades a Dinamizar: realização de trabalhos de grupo; participação em fóruns de discussão; chats; videoconferências/ webconferências; contacto com grupos online; pesquisa de informação (fontes diversificadas/ Web); criação de atividades dinâmicas/ interativas.

3. Recursos/ Ferramentas a Contemplar: plataforma(s) Moodle; redes de aprendizagem/ desenvolvimento profissional; redes sociais (fins educativos); criação/ dinamização de página (s) web / blogs; movie – maker; podcast; webcast; Prezi;  Powerpoint; Youtube; tablets; telemóvel/ aplicações (diversificadas); máquina fotográfica.

Estilo Reflexivo

1. Preferências de Trabalho(s) a Desenvolver: valoriza a pesquisa, nomeadamente a pesquisa de conteúdos; valoriza a procura de informação diversificada.

2. Sugestão de Atividades a Dinamizar: criação de wikis;  elaboração de glossários (temáticos); criação de diários/ portefólios;  mapas conceptuais; pesquisa/ pesquisa de conteúdos específicos; elaboração de sínteses; exposição narrativa; brainstorming.

3. Recursos/ Ferramentas a Contemplar: wikis/ wikispaces; pasta(s) de arquivos; portefólios digitais; livros digitais; Prezi; Powerpoint; plataforma(s( Moodle; Google Docs/ Google Drive.

Estilo Teórico

1. Preferências de Trabalho(s) a Desenvolver: privilegia a elaboração de conteúdos; gosta de fazer planos; projectar;.

2. Sugestão de Atividades a Dinamizar: elaboração de glossários;  criação de wikis; pesquisa de informação (fontes diversificadas/ web); brainstorming;  mapas conceptuais., dinamização de trabalhos de projeto.

3. Recursos/ Ferramentas a Contemplar: wikis/ wikispaces;  Prezi;  Powerpoint;  plataforma(s( Moodle; Google Docs/ Google Drive.

Estilo Pragmático

1. Preferências de Trabalho(s) a Desenvolver: procura possibilidades de comunicação rápida, utilizando recursos que permitam/ que potenciem movimentos rápidos (vídeos); privilegia a acção/ a produção e a  experimentação de materiais; sente-se atraído pela “rapidez” do mundo virtual (procura deste ambiente para a realização de trabalhos).

2. Sugestão de Atividades a Dinamizar: criação de atividades dinâmicas/ interativas;  ênfase na acção/ na produção de materiais; dinamização de trabalho(s) de projecto. 

3. Recursos/ Ferramentas a Contemplar: Movie – Maker; Prezi;  Powerpoint; Youtube; tablets; telemóvel/ aplicações (diversificadas); máquina fotográfica/ fotografias; desenhos/ imagens.



Cada ator escolherá as ferramentas que melhor se adequem ao seu estilo, por forma a abordar os temas/ conteúdos propostos. Por seu turno, o contacto com uma panóplia de opções incitará à descoberta, proporcionando novas experiências, expandindo o(s) seu(s) próprio(s) estilo(s) de aprendizagem.


“Aprender a viver juntos”   “Aprender a conhecer”   “Aprender a fazer” 
“Aprender a ser” 

(Delors) -  Os Quatro Pilares da Educação 





“(...) a aprendizagem informal acontece nos cada vez mais estimulantes contextos de vida dos alunos. Tenha-se ainda presente que, numa perspectiva de aprendizagem ao longo da vida, se torna prioritária a aquisição da capacidade de aprendizagem independente a prosseguir, por exemplo, graças ao recurso aos meios electrónicos (...)”.


“Segundo Valente (1999), a velocidade e a quantidade de informações disponíveis pelos meios tecnológicos, requerem cada vez mais do ser humano uma nova postura e desenvolvimento de habilidades para conviver e compreender a sociedade do conhecimento. Com esse propósito, surge mais um desafio aos professores, os quais precisam acompanhar e buscar novas metodologias de ensino e aprendizagem”.


Discursos - Série: Perspectivas em Educação – Formação de Professores.  Universidade Aberta – Departamento de Ciências da Educação (Dezembro 2004)



Carla Alves ©
(Reflexão critica sobre os temas em estudo, guia didática 2, no curso “Estilos de Uso do Espaço Virtual para a Aprendizagem Online”, Universidade Aberta). 

Estilos de Aprendizagem e Tecnologias


Tendo como ponto de partida o (re)conhecimento das características principais inerentes a cada um dos estilos de aprendizagem subjacentes à teoria dos estilos proposta por Alonso, Gallego e Honey, procurarei sugerir exemplos de estratégias pedagógicas que poderão ser tidas em consideração nas dinâmicas de ensino-aprendizagem em contextos mediados pelo recurso às TIC (estes poderão ser adaptados quer a ambientes exclusivamente virtuais e/ ou, por seu turno, poderão ser inseridos, como forma de “complemento” nas estratégias usualmente utilizadas no ensino presencial).


Relembremos, então, as características principais de cada um dos estilos em estudo:

. Estilo de aprendizagem ativo - Animador; improvisador; descobridor; espontâneo e temerário.

. Estilo de aprendizagem reflexivo - Ponderado; consciente; recetivo; analítico e exaustivo.

. Estilo de aprendizagem teórico - Metódico; lógico; objetivo; critico e estruturado.

. Estilo de aprendizagem pragmático - Experimentador; práctico; direto; eficaz e realista.


Como poderemos traçar propostas de trabalho, a aplicar em contextos virtuais e/ ou presenciais, face à diversidade de traços tão distintivos, como os apontados anteriormente?


Creio que, e tendo como base o vastíssimo suporte teórico existente nesta área,  assim como a experiência pessoal, o recurso às inúmeras redes de aprendizagem e de desenvolvimento profissional atualmente disponíveis nos contextos virtuais,  propiciará o desenvolvimento de práticas de ensino diferenciadas – as quais contemplarão os diferentes estilos aqui referenciados.


Na verdade, sendo a maioria destes redes de carácter gratuito, a sua utilização deverá ser considerada uma mais-valia importantíssima, no ensino, face às inquestionáveis potencialidades por elas oferecidas.


Assim,  independentemente dos objetivos dos cursos a implementar e/ ou projectos a dinamizar nestes espaços de aprendizagem,  estão reunidas as condições para o fomento do trabalho em equipa e colaborativo, a partilha de ideias, experiências e práticas de ensino diversificadas, potenciando a ampla exploração dos traços característicos de cada um destes estilos.


Será através da interatividade estabelecida entre os diferentes actores aqui implicados, alunos/ professores, da  partilha e da cooperação desenvolvida, que poderemos despoletar  o auto-conhecimento dos diferentes estilos, a compreensão/ o respeito dos mesmos por parte dos pares, tendo em vista a construção de um caminho pedagógico que vise “(...) melhorar a aprendizagem através da consciência pessoal das peculiaridades dos professores e dos estudantes”, partilhando, assim, dos pressupostos teóricos preconizados por Craveri e Anido (2008).


Ao considerarmos as redes de aprendizagem como espaços privilegiados para o “convívio” harmonioso entre indivíduos portadores de “rasgos cognitivos, afectivos e fisiológicos” - Alonso e Gallego (2002) - distintos,  estamos a (re)pensar práticas de ensino,  a perspectivar novas abordagens didáticas e, acima de tudo, a (re)criar novas formas de aprendizagem.


De salientar que estes espaços (virtuais) possibilitam, de forma mais flexível, o implemento de atividades dirigidas, de forma aberta e em simultâneo, aos diferentes estilos de aprendizagem. Assim, e de acordo com (Lago, Colvin & Cacheiro, 2008), poderemos desenvolver desde atividades monofásicas (contemplando 1 só estilo), bifásicas (contemplando 2 estilos),  trifásicas (contemplando 3 estilos) e, até mesmo, actividades ecléticas (contemplando 4 estilos). 


Desta forma, ao respeitarmos os diferentes estilos de aprendizagem de cada individuo, estimulamos o gosto pelas actividades a serem dinamizadas, aumentando o grau de motivação de todos os intervenientes neste processo (alunos/ professores) e facultamos os alicerces necessários  à construção de ambientes inteligentemente criativos e inovadores.


Carla Alves ©

(Reflexão critica sobre os temas em estudo, guia didática 2, no curso “Estilos de Uso do Espaço Virtual para a Aprendizagem Online”, Universidade Aberta). 

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Poderão os estilos de aprendizagem influenciar a nossa forma de ensinar?


Tendo como base o conhecimento destes, os professores podem repensar as suas práticas pedagógicas, procurando dinamizar atividades diversificadas que respondam às “necessidades” peculiares dos seus alunos, indo ao encontro dos diferentes estilos de aprendizagem que os caracterizam e, acima de tudo, proporcionando-lhes situações de ensino – aprendizagem que lhes potenciem  o contato com os diferentes estilos para que possam aprender a aprender em contextos diversificados.

Este tipo de trabalho será, também ele, altamente enriquecedor para o próprio professor, dado que o obrigará a expandir as suas “destrezas” nos diferentes estilos não se confinando à sua própria forma, natural, de aprendizagem.

A exploração das inúmeras potencialidades dos diferentes estilos, em contexto de sala de aula e/ ou em contextos virtuais, proporcionará o aperfeiçoamento, gradual, das estratégias de ensino – aprendizagem, conferindo um domínio mais alargado/ mais abrangente de diferentes níveis de desempenho – aproximando-nos mais (alunos/ professores) dos desafios da sociedade da informação.





“Reflectir, pensar, aprender a pensar, conhecer, metaconhecer, aprender, aprender a aprender, aprender a desaprender para aprender de um modo diferente são ideias recorrentes cada vez mais revisitadas e actuantes na vida, na dinâmica das organizações, que exigem novas concepções e, consequentemente, outras formas de organização, gestão e acção. (...) Quando nos referimos à escola reflexiva estamos a assumi-la como uma realidade viva, orgânica e inteligente, ou seja, como uma realidade que continuamente se pensa a si própria, na sua missão social e na sua organização, e se confronta com o desenrolar da sua actividade num processo heurístico simultaneamente avaliativo e formativo” (Alarcão, I. (2000). Escola Reflexia e Supervisão – Uma Escola em Desenvolvimento e Aprendizagem. Porto Editora). 



Carla Alves ©

(Reflexão critica sobre os temas em estudo, guia didática 1, no curso “Estilos de Uso do Espaço Virtual para a Aprendizagem Online”, Universidade Aberta).

Refletindo …




O vídeo traz à discussão uma série de questões que são fulcrais nos atuais contextos educativos. A saber:

. A necessidade de uma aposta, sustentada, na formação contínua dos professores  (aprendizagem ao longo da vida);

. A reflexão sistémica sobre as práticas pedagógicas preconizadas:   adopção de novas metodologias de ensino – aprendizagem; questionamento sobre a eficácia das mesmas (autorregulação do processo); criação de dispositivos de diferenciação pedagógica (respeitando os diferentes estilos de aprendizagem); envolvimento dos alunos na descoberta/ monitorização das suas aprendizagens;

. O estabelecimento, efetivo, de um elo de ligação entre a escola/ as instituições educativas e o(s) mercado(s) de trabalho, preparando-se, desta forma, os nossos alunos para os enormes desafios da sociedade do conhecimento.



A sociedade do conhecimento é uma sociedade baseada na aprendizagem. Torna-se, então, necessário aprender a aprender, aprender a pensar para inovar, ousar mudar, para  nos adaptarmos a contextos de mudança (contínuos), respondendo, com eficácia,  às exigências desta.


Por esta razão, a necessidade de aprendizagem ao longo da vida reveste-se de importância vital, associada à abertura da partilha do conhecimento, através da criação de culturas de aprendizagem colaborativas  - nas quais o trabalho em equipa, a construção conjunta do conhecimento, a (co)participação na resolução de problemas comuns permitirão a abertura à inovação, promovendo a melhoria, gradual, das aprendizagens individuais/ coletivas.


“Como acontece em muitas outras profissões, o agir profissional do professor tem de ser, na actualidade, realizado em equipa e o conhecimento profissional dos professores como entidade colectiva (e não já como indivíduos isolados) tem de construir-se no diálogo do trabalho com os outros e na assunção de objectivos comuns. Neste espírito, o professor deixa para trás o individualismo que o tem caracterizado e assume-se como parte activa do todo colectivo. Ao fazê-lo, enquadra-se num processo de formação em contexto profissional, aprende na partilha e no confronto com os outros, qualifica-se para o trabalho, no trabalho e pelo trabalho”. (Alarcão, I. (2000). Escola Reflexia e Supervisão – Uma Escola em Desenvolvimento e Aprendizagem. Porto Editora). 



Carla Alves ©
(Reflexão critica sobre os temas em estudo, guia didática 1, no curso “Estilos de Uso do Espaço Virtual para a Aprendizagem Online”, Universidade Aberta). 

Estilos de Aprendizagem


Podemos definir estilos de aprendizagem como sendo “predisposições para adoptar determinadas estratégias de aprendizagem ou a forma como o sujeito responde a diversos estímulos” (Oliveira, José H. Barros (2007), Psicologia da Educação – Aprendizagem - Aluno,  Legis Editora).

Diferem, conceptualmente, da noção de estilos cognitivos – os quais se reportam a “certos modos característicos de perceber, de memorizar e recordar, de pensar e resolver problemas, de processar e utilizar a informação, processos intelectuais que dependem intimamente das tendências fundamentais da personalidade” (Oliveira, José H. Barros (2007), Psicologia da Educação – Aprendizagem - Aluno,  Legis Editora) e, ainda, da noção de inteligências múltiplas de Gardner (1993) – o qual, distanciando-se da “concepção unitária da inteligência e da sua avaliação através do QI, “afirma que a inteligência consiste numa série de competências para resolver os problemas e intervir nos diversos ambientes”  (Oliveira, José H. Barros (2007), Psicologia da Educação – Aprendizagem - Aluno,  Legis Editora).

Não são, por seu turno, “um método, uma metodologia nem uma teoria da psicologia” (Barros, 2009) e podem mudar ao longo da vida, em consequências das novas experiências adquiridas/ contextos diversificados aí inerentes.

Na verdade, e dado que estes se prendem com as preferências e as tendências das pessoas, estando, por esta razão, diretamente relacionados com as suas vivências (pessoais) num dado momento, não são estáticos.

A discussão teórica em torno da teoria dos estilos teve como base os  estudos realizados por Kolb (1976), tendo este concluído que “cada sujeito enfoca a aprendizagem de uma forma peculiar, por ser fruto da herança e das experiências anteriores e até mesmo das exigências atuais do ambiente em que vivem”.

Os estilos de aprendizagem, de acordo com as teorias de Honey e de Mumford (1986) resultaram de uma reflexão académica e da análise da teoria e do questionário de Kolb (1984) – procurando-se investigar a razão pela qual, numa dada situação,  em que duas pessoas compartilham o mesmo texto e o mesmo contexto,  uma delas consegue aprender e a outra não. 

A resposta prende-se com a forma peculiar de cada indivíduo reagir a uma dada situação, sendo esta explicada pelas necessidades diferenciadas de cada um deles face à forma como a aprendizagem é exposta refletindo-se esta nas distintas formas de apreensão do conhecimento.





Alonso e Gallego (2002), tendo como base os estudos de Keefe (1998) definem estilos de aprendizagem como sendo “rasgos cognitivos, afectivos e fisiológicos, que servem como indicadores relativamente estáveis de como os alunos percebem, interagem e respondem a seus ambientes de aprendizagem”.


De acordo com a investigação levada a cabo, em contexto educacional, por parte destes investigadores, foram identificados quatro estilos de aprendizagem:

. O estilo ativo – Valoriza dados da experiência; entusiasma-se com tarefas novas e é muito ágil; gosta de  novas experiências e de desafios; mente aberta; não gosta de estar pendente de prazos a cumprir; gerador de ideias; criativo; inovador; humano; espontâneo; voluntarioso; participativo; divertido; solucionador de problemas e modificador.

. O estilo reflexivo – Atualiza dados,  estuda, reflete e analisa; gosta de considerar a experiência e observá-la de diferentes perspectivas; reúne dados, analisando-os com detalhe antes de tecer conclusões; prudente; ponderado; observador; detalhista; registador de dados; analítico; exaustivo; inquisidor.

. O estilo teórico – É lógico; estabelece teorias, princípios, modelos; procura a estrutura, sintetiza; perfeccionista; racional; objetivo; distanciando-se da subjetividade e da ambiguidade; planeador; inventor de procedimentos; explorador.

. O estilo pragmático – Aplica a ideia e faz experiências; descobre o aspecto positivo das novas ideias e aproveita a primeira oportunidade para as experimentar; atua com rapidez e segurança face às ideias e/ ou projetos que o atraem; realista; prático, direto; decidido; rápido; positivo; atual; solucionador de problemas. 

(Adaptado do texto “A Teoria dos Estilos de Aprendizagem” (referencial espanhol), Professora Daniela Melaré Vieira Barros).


Ressalva-se a importância do contributo de Catalina Alonso Garcia para o contexto educativo, dado que procedeu à adaptação das teorias de Honey e Mumford, usualmente trabalhadas nas áreas da psicologia e do mundo empresarial,  a este contexto em particular – proporcionando a reflexão académica sobre o tema e, consequentemente, as importantíssimas repercussões da mesma, nomeadamente a nível pedagógico, quer pelo despoletar das discussões teóricas em torno do tema, quer pelo (consequente) fomento de metodologias de trabalho  e a adopção de estratégias didáticas que visem a compreensão e aperfeiçoamento sistémico do processo de ensino-aprendizagem nos diferentes níveis de ensino.

. Nota(s): Questionário CHAEA (Cuestionario Honey-Alonso de Estilos de Aprendizaje) – Para descobrir os comportamentos e a forma de actuação das pessoas face às aprendizagens.



A teoria dos estilos de aprendizagem reveste-se de importância vital, na medida em que  possibilita a reflexão critica sobre as práticas pedagógicas preconizadas, conduzindo, inevitavelmente, à adopção de novas metodologias de ensino–aprendizagem; ao questionamento sobre a eficácia das mesmas (autorregulação do processo); à criação de dispositivos de diferenciação pedagógica (respeitando os diferentes estilos de aprendizagem); ao envolvimento dos alunos na descoberta/ monitorização das suas próprias aprendizagens.


Keywords: Estilos de Aprendizagem, Dinâmicas de Ensino–Aprendizagem, Aprender a Aprender;  Prática Reflexiva, Inovação, Mudança.



Carla Alves ©
(Reflexão critica sobre os temas em estudo, guia didática 1, no curso “Estilos de Uso do Espaço Virtual para a Aprendizagem Online”, Universidade Aberta).